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LIPOASPIRAÇÃO / LIPOESCULTURA – CONTORNO CORPORAL

                Dietas e exercícios físicos permitem a perda de peso e redução das proporções corporais, entretanto, em algumas regiões, a gordura permanece refratária a qualquer tentativa de emagrecimento.

                Algumas pessoas podem emagrecer até atingir o peso normal e, mesmo assim, ainda continuam com alguns acúmulos de gordura, que só diminuem com a Lipoaspiração. Isto é muito comum especificamente em certas áreas, como a parte lateral do abdome “pneuzinhos” (flancos).

                A técnica da Lipoaspiração é a mesma para qualquer área do corpo, seja abdome, flancos, costas, braços, coxas, culotes, etc.

                A gordura aspirada dificilmente retorna se o paciente vier a engordar novamente. Entretanto se o paciente engordar demais, sua dimensão aumentará proporcionalmente, só que em uma escala menor ao que teria sido antes da lipoaspiração.

                A quantidade de gordura que se pode lipoaspirar é limitada. Em geral, até três litros. Não se pode lipoaspirar toda a camada gordurosa de uma região do corpo,pois é necessário que se deixe uma quantidade adequada e uniforme de gordura sob a pele. O que se deve retirar é o excesso, e não toda a gordura de uma determinada região. A redução do peso corporal será relativamente pequena. O objetivo da lipoaspiração é melhorar o contorno corporal, e não a perda de peso.

                Quando a quantidade de gordura a ser lipoaspirada for grande, superior a 3 litros, pode-se realizar uma segunda cirurgia, sem ultrapassar os limites admitidos, para aprimorar o contorno corporal. O intervalo entre as duas cirurgias não deve ser inferior a quatro meses. Entretanto, a maioria dos pacientes fica satisfeito com os resultados da primeira lipoaspiração e dispensa reintervenções.

                O tecido gorduroso aspirado pode ser reinjetado no próprio paciente, num método chamado de lipoenxertia. Esta gordura pode ser injetada para atenuar o sulco ao lado dos lábios (bigode chinës), ou para corrigir depressões do contorno corporal ou projetar áreas atróficas (como nádegas), lembrando que parte dela será reabsorvida pelo organismo nos primeiros meses.

                A Lipoescultura consiste num refinamento da lipoaspiração. Utiliza-se cânulas mais finas para realçar os relevos normais da pele.

                A incisão para introdução das cänulas de lipoaspiração é menor que um centímetro, e hoje as cänulas tendem a ser cada vez mais finas. Procuramos esconder tais incisões em pontos estratégicos, e mais próximo possível das áreas de maior acúmulo de gordura.

                Pessoas que apresentam a pele mais firme, e com bom tönus muscular, tendem a apresentar melhores resultados cirúrgicos, pois a pele é mais elástica e acomoda-se bem após a lipoaspiração. Já pacientes que apresentem pele muito flácida, e com estrias, apresentam resultados menos satisfatórios, e pondera-se a associação de retirada de pele flácida excedente.

                É importante evitar movimentação excessiva na primeira semana do pós-operatório, para evitar o aparecimento de seromas. Estes consistem em um acúmulo de líquido composto por gordura liquefeita e sangue debaixo da pele. É decorrente, dentre outras causas, da não adesão da pele lipoaspirada aos tecidos subjacentes. Assim a prática de atividades físicas intensas deve ser evitada para permitir que a pele “cole” novamente ao corpo e não forme “bolsas” de líquido.

 

INFORMAÇÕES PRÉ-CIRÚRGICAS SOBRE LIPOASPIRAÇÃO E LIPOESCULTURA
(Aprovado pela SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA)

               O conhecimento e o entendimento das informações abaixo enumeradas são muito importantes antes da realização de qualquer Cirurgia Plástica. Desfrute das informações e recorra a elas sempre que necessário.  Utilize-as como um “MANUAL DE CABECEIRA” caso você venha a se operar. Servem para recordar-lhe sobre as instruções fornecidas durante a primeira consulta. Estão disponíveis também no site: www.silmargrey.com.br ou através do telefone de contato informado pelo cirurgião.

               As condutas propostas abaixo são cientificamente aceitas. Por serem estabelecidas de acordo com os princípios éticos básicos de respeito ao ser humano, auxiliam na prevenção de resultados insatisfatórios, ou auxiliam para minimizar resultados não desejados e inevitáveis.

               Existem alguns fatores na evolução da cirurgia que não dependem da atenção do cirurgião plástico, portanto não há garantias de resultados. A qualidade da cicatrização está intimamente ligada a fatores hereditários e hormonais. Existem ainda outros elementos individuais imprevisíveis que poderão influenciar negativamente no resultado final da cirurgia, sem que o cirurgião possa interferir e evitá-los.

               Como resultado da cirurgia existirá(ão) uma(ou mais) cicatriz(es) que será(ão) permanente(s). Todos os esforços são feitos para torná-la(s) menos evidente(s). Uma técnica apurada e cientificamente aceita pode colaborar no sentido de minimizar diversas situações desagradáveis. A colaboração plena do(a) paciente, através do seguimento das instruções dadas pelo cirurgião no pós-operatório, reveste-se de grande importância na obtenção de melhores resultados.

               As cicatrizes são conseqüências da cirurgia, portanto pondere bastante quanto à conveniência de conviver com as mesmas após a cirurgia: elas nada mais são do que indícios deixados em lugar de outros defeitos anteriormente existentes na região operada. Se houver uma evolução desfavorável da cicatriz, desde que a intervenção tenha sido realizada sob padrões técnicos cientificamente aceitos, deve ser investigado se o organismo do(a) paciente apresentou reações anormal.

               Existem três períodos que caracterizam o processo de cicatrização normal. A duração de cada período, até que se atinja a maturação completa da cicatriz, pode variar de um paciente para outro. Vai depender de múltiplos fatores individuais tais como: genética, região operada, espessura da pele, substâncias tóxicas, hormônios etc.

               1) Período Imediato: É aquele que antecede o 30º dia após a cirurgia. A cicatriz apresenta-se com aspecto uniforme, fina e com crostas. Alguns casos apresentam discreta reação aos pontos ou ao curativo. Os pontos geralmente são retirados neste período. Há também inchaço, e pode haver mancha roxa na região operada.

               2) Período Mediato: Vai do 30º dia até o 8º ou 12º mês. Neste período ocorre espessamento natural da cicatriz, bem como mudança de sua cor, que ficará avermelhada. Este período é o menos favorável da evolução cicatricial, pois também apresenta coceira ou prurido, além de aspecto inflamado (mas sem infecção). Como não se pode apressar o processo natural da cicatrização recomendamos aos(às) pacientes que aguardem com paciëncia, pois o período tardio se encarrega de diminuir tais sintomas. (Apenas na cicatrização anormal podem ocorrer quelóides, cicatrizes hipertróficas ou ainda alargadas).

               3) Período Tardio: Inicia-se após o 12º mês. É aquele em que a cicatriz já se apresenta mais clara, mais plana, sem sinais de inflamação ou coceira. Apesar da maioria dos(as) pacientes apresentarem cicatrizes maduras nos 12 primeiros meses, alguns apresentam modificações do aspecto cicatricial até mesmo após o 18º mês. Qualquer avaliação do resultado definitivo da cirurgia deve ser feita após este período tardio.

               É importante o esclarecimento sobre os seguintes pontos:

               Pode ocorrer inchaço na área operada. Eventualmente ele permanece por semanas, menos frequentemente por meses e, apesar de raro, pode ser permanente.

               Pode ocorrer alteração da cor da pele, aparecimento de manchas ou descoloração nas áreas operadas. Esta alteração pode permanecer por alguns dias, semanas, menos frequentemente por meses e raramente de forma permanente. Idem sobre a cor das cicatrizes, que podem ficar mais clara ou mais escura que a pele normal adjacente, devido características orgânicas ou genéticas, como a presença aumentada de melanócitos.

               A ação solar ou a iluminação fluorescente pode ser prejudicial no período pós-operatório, pois aumenta o inchaço, escurece a cicatriz e causa mancha na pele.

               Podem surgir coleções de líquidos, como sangue ou outras secreções, acumulados nas áreas operadas. Se ocorrerem, o tratamento pode ser através de drenagens, punções com agulhas, ou curativos compressivos.  Raramente são necessárias revisões cirúrgicas. Se forem necessárias revisões, estas podem ser em uma ou mais ocasiões.

               Podem surgir áreas de pele, em maior ou menor extensão, com perda de vitalidade biológica por redução da circulação sanguínea. Isto pode acarretar alterações com riscos de ulcerações e até necrose da pele.  A abordagem pode ser através de curativos.  Raramente é necessária uma nova cirurgia. Se o retoque for inevitável, o objetivo é um resultado mais próximo possível da normalidade.

               Podem surgir áreas de perda de sensibilidade nas regiões operadas. Tais alterações ocorrem por um período de tempo indeterminado, geralmente transitório. Apesar de rara, está alteração pode ser permanente.

               Podem ocorrer alargamentos da cicatriz cirúrgica após a retirada dos pontos, em toda a extensão do corte, ou em partes do mesmo, de forma assimétrica. Esta ocorrência depende da firmeza prévia da pele do(a) paciente, que muitas vezes é fraca, e cujas estrias preexistentes já sinalizam esta possibilidade. Alargamentos podem ocorrer também devido inobservância dos cuidados pós-operatórios e por movimentação precoce ou forçada.

               Pode ocorrer dor ou prurido (coceira, ardor) no pós-operatório em maior ou menor grau de intensidade. A duração pode ser indeterminada.

               Ocasionalmente, pode ocorrer transtorno do comportamento afetivo. Este pode manifestar-se como ansiedade, depressão ou outro estado psicológico mais complexo.

               É certo que o tabagismo, uso de tóxicos, drogas e álcool são fatores que eventualmente não impedem a realização de cirurgias, mas podem determinar complicações pós-operatórias.

               É sabido que durante o ato operatório existem aspectos que não podem ser previamente identificados e, por isso, eventualmente necessitam de procedimentos adicionais ou diferentes daqueles inicialmente programados.

               Caso haja necessidade de cirurgias complementares para melhorar o resultado obtido ou corrigir um insucesso eventual, fica claro que os custos de materiais, da instituição hospitalar e de anestesia não são de responsabilidade do cirurgião, e sim do paciente, mesmo quando não se estabeleçam honorários profissionais.


AS PERGUNTAS MAIS COMUNS QUANTO A ESTA CIRURGIA SÃO:

               01) QUANTOS QUILOS VOU EMAGRECER COM A LIPOESCULTURA?

               Através da Lipoaspiração retira-se uma determinada quantidade de gordura, e isto pode traduzir-se em redução do peso corporal. Entretanto, sendo a densidade da gordura baixa, não há relação entre os quilos retirados e a harmonia do volume corporal pós-operatório. Não é a quantidade de quilos, ou melhor se diria litros retirados. que definem o resultado estético. Este está intrinsecamente relacionado às proporções corporais, qualidade da pele da paciente, dentre outros.

               Um(a) paciente que apresente pele muito flácida não é um(a) bom(a) candidato(a) à lipoaspiração. Com a retirada do volume interno de gordura, a pele flácida fica enrugada com aspecto drapeado. A gordura interna que antes distendia a pele flácida sobrejacente, esticando-a, foi retirada e a pele “cai” como uma cortina. Nestes casos deve-se associar a retirada de pele junto da lipoaspiração.

               Um parâmetro muito utilizado para balizar a quantidade de gordura a ser retirada durante a lipospiração corresponde ao uso da porcentagem do peso corporal. A quantidade de gordura a ser retirada varia de caso para caso, mas deve seguir limites de segurança. Estes limites são: 7% do peso corporal de volume aspirado quando se usa a técnica infiltrativa e 5% quando se usa a técnica não-infiltrativa. Atualmente valoriza-se também o uso da Porcentagem de Superfície Corporal . É um parâmetro fidedigno e seguro. Este parâmetro limita a lipoaspiração para até 40% da Superfície Corporal. Nos casos, em que o(a) paciente esteja com o peso muito acima do normal, recomenda-se um tratamento prévio de emagrecimento para um equilíbrio do peso corporal. Pode-se também fracionar a lipoaspiração de algumas regiões numa época e lipoaspirar as outras áreas que faltaram posteriormente, 04 a 06meses após a primeira cirurgia.

               Há casos em que se faz necessária a transferência de gordura de certas áreas, e enxertia da mesma em outras regiões para harmonizar o contorno corporal. A gordura enxertada se reintegra no novo local, entretanto uma porcentagem variável é reabsorvida, e desaparece do local após alguns meses do procedimento. Não é possível prever o percentual de permanência dessa gordura, os locais em que ela é absorvida, e nem se a absorção ocorre de forma simétrica.

               02) A LIPOESCULTURA DEIXA CICATRIZES MUITO VISIVEIS?

               As cicatrizes resultantes de uma lipoescultura ou lipoaspiração são mínimas, localizadas em diversas partes do corpo, de modo permitir acesso às áreas a serem operadas. O tamanho dos cortes varia entre 0,5 a 01cm. São planejados para ficar de forma mais discreta possível. As cicatrizes são permanentes, e vão se modificando com o decorrer do tempo. Cada paciente comporta-se diferentemente de outro em relação à evolução das cicatrizes. Em alguns pacientes as cicatrizes podem tornar-se imperceptíveis.
Certos(as) pacientes podem apresentar tendência genética à cicatrização inestética (quelóides, cicatriz hipertrófica, cicatriz alargada, cicatriz de coloração mais escura ou mais clara que a pele normal, dentre outros). Esta tendência pode ser avaliada durante a consulta inicial, mas é impossível de prevê-la com segurança. Pessoas que sempre tiveram boa cicatrização podem passar a ter problemas nesta área. Pessoas que sempre tiveram problemas podem passar a não te-los. Há ainda a possiblidade do(a) paciente apresentar bom resultado em uma parte do corte, e cicatrização inestética nas outras partes do mesmo corte, por isto não há garantia de resultado. Sabe-se que pessoas de pele clara tendem a desenvolver geralmente boa cicatrização.

               03) EXISTE CORREÇÃO PARA CICATRIZES HIPERTRÓFICAS?

               Vários recursos clínicos e cirúrgicos nos permitem melhorar cicatrizes inestéticas desde que implementados em época adequada. O termo cicatriz hipertrófica não deve ser confundido com o termo quelóide. Apesar de ambos poderem surgir no período mediato da cicatrização, diferem quanto ao tratamento e quanto à evolução. Geralmente as cicatrizes hipertróficas respondem muito bem a massagens locais, fitas de silicone gel, massagens, dentre outros, diferentemente dos quelóides. Dúvidas a respeito da aparência das cicatrizes devem ser esclarecidas nos retornos pós-operatórios. Nesta ocasião o diagnostico, e o tratamento ideal, são estabelecidos.

               04) QUAL A EVOLUÇÃO PÓS-OPERATÓRIA?

               Até que se consiga atingir o resultado almejado diversas fases caracterizam este tipo de cirurgia. Inicialmente existe preocupação com a cicatrização dos pequenos cortes.  A evolução cicatricial é imprevisível, mas geralmente boa. A qualidade da cicatrização não depende da vontade do(a) paciente, nem da vontade do médico. A cicatrização perfeita depende da reação orgânica individual, e é geneticamente programada. Sofre pouca interferência ambiental.

               Edemas(inchaços), manchas roxas de infiltrado sanguíneo, hipersensibilidade de algumas áreas e  insensibilidade de outras são comuns no pós-operatório. Variam apenas de intensidade. A regressão do inchaço, o desaparecimento de manchas, e retorno da sensibilidade da pele é gradual. O próprio organismo se encarrega de dissipar estes pequenos transtornos. Geralmente o resultado é satisfatório.

               Um curto período de depressão emocional pode ocorrer nas primeiras semanas. Geralmente é transitório e advém da ansiedade de se atingir o resultado final precocemente.

               Hábitos saudáveis são importantes no pós-operatório: uma dieta balanceada; atividade física complementar em academias; auxílio de esteticista ou mesmo de fisioterapeuta, dentre outros, podem melhorar bastante o novo contorno corporal, e assim o resultado final.

               É importante lembrar que nenhum resultado de lipoaspiração/lipoescultura pode ser considerado definitivo antes de 06 meses. Toda e qualquer preocupação deve ser transmitida ao cirurgião, para que o mesmo esclareça as dúvidas e indique conduta complementar oportunamente caso seja necessário.

               05) EM QUANTO TEMPO ATINGIREI O RESULTADO DEFINITIVO?

               Imediatamente após a cirurgia o(a) paciente inicia uma curva ascendente de aumento do inchaço ou edema, que atinge o auge no 2-3ºdia de pós-operatório. O uso de cinta justa previne um inchaço ainda maior. Após estes 03 primeiros dias ocorre uma regressão progressiva e inexorável do edema. A regressão é mais rápida com a realização de sessões de drenagens linfáticas periódicas (geralmente 10 sessões em dias alternados são suficientes). A realização da drenagem linfática é especialmente importante nos casos em que se notar a formação de nódulos e fibroses. Nas semanas sucessivas o inchaço cede, e o(a)paciente já nota o resultado. No terceiro mês é possível realizar as fotografias pós-operatórias, pois a maior parte do edema já desapareceu A obtenção do resultado definitivo pode ser auxiliada também por técnicas de fisioterapia. Nunca se deve considerar como definitivo qualquer resultado antes de seis a nove meses do pós-operatório.

               06) A LIPOASPIRAÇÃO CORRIGE A GORDURA SOBRE A REGIÃO DO ESTÔMAGO?

               Geralmente sim. Entretanto dependendo do seu tipo de tronco (conjunto tórax + abdome) o resultado fica discreto nesta região. Vários fatores interferem no resutado: a espessura do panículo adiposo(de gordura) que reveste o corpo; a elasticidade da pele; e a flacidez dos músculos reto-abdominais, dentre outros. A melhora é discreta quando a paciente possui flacidez da musculatura abdominal, com diástase ou separação dos músculos da parede abdominal. Neste caso o abaulamento é de origem visceral, e não é abordado na técnica de lipoaspiração.

               07) A GRAVIDEZ FUTURA PREJUDICA O RESULTADO?

               O resultado pode ser preservado, e a boa forma obtida ser e mantidas se: a paciente não engordar muito durante a gestação; retornar ao peso anterior rapidamente após o parto; não surgir flacidez ou estrias.

               Tanto o corpo da mulher quanto o do homem, com o decorrer do tempo, sofrem variações de forma quanto à distribuição da gordura nas diversas áreas corporais, principalmente no abdome, nádegas e coxas. É inexorável, mas as células gordurosas retiradas na lipoaspiração nunca retornam. Caso o(a)paciente torne a engordar após a cirurgia, ainda assim o resultado da primeira lipoaspiração não é perdido totalmente, e a cirurgia não foi em vão. A perda do contorno corporal é parcial neste caso, e em menor grau comparado àqueles(as) que nunca operaram. Pacientes que não foram submetidos(as) à uma lipoaspiração anterior tem resultados piores porque à gordura antiga soma-se o acúmulo da gordura atual, que distorce ainda mais o contorno já alterado.

               08) O PÓS-OPERATÓRIO DA LIPOASPIRAÇÃO É MUITO DOLOROSO?

               Geralmente o pós-operatório da lipoaspiração não é doloroso. Eventuais incômodos podem ser resolvidos com a utilização de analgésicos comuns.

               09) HÁ PERIGO NESTA OPERAÇÃO?

               Todo ato médico inclui no seu bojo um risco variável, e a cirurgia plástica como parte da medicina não é exceção. Pode-se minimizar o risco preparando-se convenientemente cada paciente, mas não eliminá-lo completamente. É importante levar em conta que grandes volumes retirados poderão aumentar o risco. É consenso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica que o volume total a ser retirado não ultrapasse  05 a 07% do peso corporal em cada procedimento.

               10) QUE TIPO DE ANESTESIA É UTILIZADA PARA ESTA OPERAÇÃO?

               A anestesia utilizada pode ser peridural, geral ou mesmo local com sedação prévia. A escolha depende do exame clínico-cirúrgico e das áreas corporais a serem operadas, mas a decisão cabe ao anestesista, em comum acordo com o cirurgião e principalmente com o(a) paciente.

               11) QUANTO TEMPO DURA O ATO CIRÚRGICO?

               O ato cirúrgico tem duração variável. Depende da extensão das áreas a serem tratadas. Geralmente o tempo varia entre 01 e 03 horas.

               A preocupação com o tempo cirúrgico é válida, devido ao tempo de anestesia; entretanto o(a) paciente não deve se fixar apenas no “tempo gasto”. O detalhe faz a diferença e o acabamento da cirurgia deve ser realizado com muito capricho.

               O tempo de ato cirúrgico não se deve ser confundido com o tempo de permanência do paciente no ambiente de Centro Cirúrgico, pois, esta permanência envolve também o período de preparação anestésica, curativos  e recuperação pós-operatória.

               12) QUAL O PERIODO DE INTERNAÇÃO?

               O tempo de internação também é variável de acordo com a extensão da área abordada e da anestesia utilizada.

               13) SÃO UTILIZADOS CURATIVOS?

               Curativos semi-compressivos e cintas especiais geralmente são utilizados. Devem ser mantidos por um período variável que será estabelecido pelo cirurgião.

               14) QUANDO SÃO RETIRADOS OS PONTOS?

               Os pontos são retirados a partir do 7º dia. Vai depender do local.

               15) QUANDO É POSSÍVEL TOMAR O BANHO COMPLETO?

               O banho completo pode ser tomado após 24 horas. Vai depender da extensão da cirurgia.

               16) QUANDO É POSSÍVEL RETORNAR AOS EXERCICIOS?

               Depende do tipo de exercícios e da evolução individual. Não existe um período padrão.


RECOMENDAÇÕES SOBRE A LIPOESCULTURA / LIPOASPIRAÇÃO

Pré-Operatório:

  1. Obedecer às instruções dadas para internação./li>
  2. Comunicar imediatamente ao médico qualquer anormalidade que eventualmente ocorra, quanto ao estado geral.
  3. Jejum absoluto de no mínimo 8 horas (inclusive para água!)
  4. Trazer para o Hospital: Exames Pré-Operatórios, Risco Cirúrgico, Medicamentos de uso regular, Cinta cirúrgica, Talas, Meia anti-trombose, e roupas confortáveis.
  5. Não trazer objetos de valor para o hospital.
  6. Vir acompanhado(a) para internação.
  7. Evitar uso de brincos anéis, alianças, piercings, esmaltes coloridos nas unhas

 

Pós-Operatório:

  1. Obedecer à prescrição médica e instruções dadas.
  2. Comunicar imediatamente ao médico qualquer anormalidade que eventualmente ocorra, quanto ao estado geral.
  3. Evitar sol, calor e esforços físicos (inclusive escadas) por 30 dias.
  4. A alimentação deve ser livre, porém leve e freqüente. Priorizar alimentos ricos em proteínas como: carnes, ovos, leite e derivados, além de fibras e carboidratos como vitaminas de frutas.
  5. Adiar o início de “dietas ou regimes de emagrecimento”, até a liberação médica. A antecipação desta conduta por conta própria pode prejudicar a cicatrização, que necessita de nutrientes.
  6. A hidratação deve ser freqüente. Ingerir muita água, sucos, chás, dentre outros.
  7. Nos primeiros 03 dias da cirurgia o(a) paciente deve estar sempre acompanhado(a) de um adulto responsável para ajudá-lo(a) a levantar-se.
  8. Jamais dormir ou permanecer desacompanhado(a) nos 03 primeiros dias da cirurgia. Não trancar-se em banheiro sanitário sozinho(a).
  9. Antes de levantar-se o(a)paciente deve sentar-se por alguns minutos para acostumar seu organismo com esta nova posição. Desta forma evita-se a queda de pressão que poderá causar desmaio.
  10. Caso ao sentar-se ou levantar-se venha a sentir tonteiras, suor frio, náuseas, enjôos e visão escura ou embaçada, o(a)paciente deve deitar-se imediatamente, esteja onde estiver, para evitar o desmaio por queda de pressão sanguínea.
  11. A troca dos curativos deve ser diária. Caso os mesmos fiquem molhados, devem ser trocados imediatamente.
  12. Usar a cinta cirúrgica 24 horas por dia no primeiro mês. No mês subseqüente pode ser utilizada por 12horas apenas (de dia ou de noite).
  13. Após a alta hospitalar, com os referidos cuidados, movimentar-se periodicamente (a cada duas horas). Evitar o repouso absoluto em casa, pois a movimentação das pernas é importante para evitar tromboses.
  14. Voltar ao consultório para os curativos subseqüentes, nos dias e horários estipulados.



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